Propostas contempladas:
Clima Queer
O grupo Clima Queer promoveu um dia inteiro de formação, escuta e ação política voltado à juventude que menstrua, com foco em transmasculinidades e pessoas não bináries do território, em Ibura, Recife (PE). A iniciativa criou um espaço seguro e afetivo para discutir como as mudanças climáticas atravessam o corpo, a saúde menstrual e as condições de vida, articulando justiça climática, dignidade menstrual, arte e direitos humanos.
As atividades reuniram adolescentes e jovens de 14 a 20 anos, moradoras e moradores do Ibura e de comunidades próximas, em sua maioria pessoas pretas e pardas. O grupo, composto majoritariamente por pessoas transmasculinas e não bináries — público prioritário do projeto — também contou com a participação de meninas adolescentes interessadas nos temas.
Ao longo do encontro, foram realizadas três oficinas formativas sobre menstruação, território e expressão artística, além de uma ação de encerramento com colagem de lambes no bairro, como ato artístico e político. Como resultado, foram produzidos três reels audiovisuais que registram o processo e ampliam a visibilidade das discussões, fortalecendo o protagonismo juvenil e o debate sobre justiça climática e menstrual no território. O conteúdo está disponível na página do grupo no Instagram @climaqueer.


Maré Voz
O grupo Maré Voz realizou a atividade Diálogo em Ação em Sepetiba, na Praia do Cardo, no Recanto do Ipiranga, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na roda de conversa, mulheres marisqueiras compartilharam suas histórias, experiências e vivências, falando sobre como a crise climática impacta diretamente seu trabalho, sua rotina e seu bem-estar. A troca foi potente e contribuiu para fortalecer o diálogo dentro da comunidade.
Participaram da atividade 10 marisqueiras do Recanto do Ipiranga, entre elas adolescentes de 13 a 16 anos e mulheres de 35 a 55 anos, em sua maioria negras e pardas.
O grupo também produziu uma série de quatro vídeos curtos para dar visibilidade às perspectivas do território que sentem, na pele, os desafios do clima e do cuidado. Uma provocação para lembrar que transformar o mundo começa pelas histórias que escolhemos amplificar. A produção está disponível na página do Instagram @marevoz.
Sustenta Cria
O grupo Sustenta Cria realizou a atividade “Corpo, território e futuro – Juventude em defesa da vida”, com uma série de rodas de conversa e oficinas voltadas à justiça climática, justiça reprodutiva, ISTs e à geração cidadã de dados.
As ações aconteceram em duas escolas — uma de Ensino Fundamental e outra de Ensino Médio, localizadas em bairros periféricos do Rio de Janeiro — e culminaram em um encontro final no espaço da instituição Cedaps – Centro de Promoção da Saúde. As atividades reuniram adolescentes de 13 a 14 anos, em sua maioria meninas, e jovens de 16 a 18 anos, majoritariamente meninos.
Ao longo do processo, o grupo promoveu espaços de escuta, troca e acolhimento sobre temas pouco debatidos no cotidiano escolar, ao mesmo tempo em que mobilizou os jovens para a produção de dados sobre a realidade do território. O objetivo foi fortalecer o acesso à informação, gerar evidências sobre a ausência do Estado e contribuir para ações de incidência política, celebrando também um ano de atuação do Sustenta Cria junto à juventude. O grupo também está no Instagram na página @sustentacria.


Coletivo Jovens de Periferia
O Coletivo Jovens de Periferia, de São Luís (MA), desenvolveu o projeto “Nosso Corpo, Nosso Clima, Nosso Futuro: Justiça Reprodutiva para Jovens das Margens”, com o objetivo de promover a conscientização de adolescentes e jovens sobre identidade, gênero, território, direitos sexuais e reprodutivos e seus atravessamentos pela crise climática.
Por meio de três atividades socioeducativas — oficinas, rodas de conversa e uma palestra — conduzidas a partir da metodologia de Educação entre Pares, o projeto criou espaços de escuta, diálogo e formação crítica, fortalecendo o protagonismo juvenil e a troca de saberes entre jovens. As ações abordaram temas como pertencimento territorial, violências sexuais, gravidez na adolescência, métodos contraceptivos, ISTs e racismo ambiental, sempre conectando corpo, clima e desigualdades sociais.
Ao todo, as ações envolveram adolescentes de 12 a 18 anos, majoritariamente negras e negros, com forte engajamento e participação ativa. O coletivo divulga suas ações no Instagram na página @jovensdeperiferia.

