Metodologia

A metodologia do Ocupa Mana é construída a partir de práticas feministas, interseccionais e antirracistas, com foco no fortalecimento do protagonismo juvenil de meninas e pessoas não binárias de diferentes territórios do Brasil. Atuamos com base no conceito de Justiça Reprodutiva, aliando formação política, produção cultural, cuidado coletivo e artivismo como ferramentas de transformação.

Mentorias

Cada grupo selecionado pelos editais conta com o acompanhamento de uma mentora. Elas são ativistas, educadoras, comunicadoras e profissionais de organizações parceiras, escolhidas com base em sua experiência e afinidade com os temas do projeto. A mentoria é um espaço de escuta, troca e fortalecimento político-afetivo, que contribui para a elaboração e execução dos projetos com segurança, criatividade e autonomia.

Formação e encontros

Além das ações locais dos coletivos, promovemos ciclos formativos nacionais, como o “Vamos Adiar o Fim do Mundo”, que reúnem adolescentes participantes de diferentes edições. Nesses espaços, debatemos temas como:
• Justiça Reprodutiva e enfrentamento ao fundamentalismo
• Comunicação ativista e produção de conteúdo
• Segurança digital e física
• Financiamento de projetos juvenis
As formações acontecem em encontros virtuais e, quando possível, presenciais, e são facilitadas por especialistas convidadas e pelas próprias mentoras do projeto

Ferramentas pedagógicas e artivistas

A escuta ativa e o diálogo são princípios que orientam todas as atividades. Utilizamos uma variedade de ferramentas que dialogam com os interesses e repertórios das jovens, como:
• Rodas de conversa e oficinas temáticas
• Dinâmicas de grupo e jogos interativos
• Quizzes sobre redes sociais, sexualidade e saúde
• Materiais de apoio como cartilhas, vídeos, zines e e-books
Esses instrumentos ajudam a construir um ambiente de confiança e liberdade, onde adolescentes podem criar, refletir e se expressar.

Cuidado e descentralização

Nosso compromisso é com a criação de espaços seguros e acolhedores, respeitando os tempos e contextos de cada grupo. Valorizamos a descentralização regional e racial, priorizando experiências de juventudes negras, indígenas, periféricas e do Norte e Nordeste do país. 
Mais do que uma metodologia, o Ocupa Mana se propõe a ser uma experiência transformadora, que articula política, arte e afeto para construir futuros mais justos.