A edição 2023 reafirmou a importância de promover espaços onde juventudes possam falar de si, elaborar suas vivências e propor alternativas transformadoras para os desafios cotidianos enfrentados nas margens do sistema.
O edital incentivou a abordagem de temas como saúde e cuidado do corpo em transformação, planejamento de vida e sexualidade (inclusive métodos contraceptivos, gravidez e aborto), dignidade menstrual, enfrentamento às violências de gênero com recorte racial e de orientação sexual, mortalidade materna, acessibilidade, direito a cidades seguras e a valorização dos saberes ancestrais de mulheres negras e indígenas. As propostas contempladas refletem a diversidade, a criatividade e o engajamento das juventudes em seus territórios.
Propostas contempladas:
Periferia Feminista e Antirracista – Porto Alegre (RS)
Realizado no Morro da Cruz, na capital gaúcha, o projeto teve como tema central o empoderamento e a saúde sexual, enfrentando as violências estruturais de raça, classe e gênero. Entre as atividades realizadas estavam uma roda de conversa e formação mediada, uma oficina de serigrafia — cuja produção gerou renda para adolescentes por meio da confecção de camisetas — e uma intervenção artística com varal de palavras de ordem, slam e batucada
Vivências Femininas – Serra Grande (BA)
A proposta abordou a dignidade menstrual a partir da beleza, importância e sacralidade da menstruação, incluindo aspectos de autocuidado e sustentabilidade. Sob a mentoria de Ellen Vieira, do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, o projeto promoveu um ciclo de quatro encontros com oficinas e rodas de conversa, incluindo atividades como reaproveitamento de alimentos, troca de saberes com parteira, visita a uma farmácia viva, roda de samba, oficina de massagem voltada para ansiedade e dores menstruais, e ainda a produção de um curta/documentário. O resultado foi registrado em um vídeo de 7 minutos, disponível online.
Ocupar e resistir: Por uma Escola da Diversidade – Campina Grande (PB)
Sob a mentoria de Marina Maia, do Coletivo Margarida Alves, o projeto teve como foco a discussão sobre gênero, sexualidade e educação, visando a construção de uma escola mais inclusiva e representativa. As atividades incluíram um Festival da Diversidade realizado na Escola Cidadã Integral Monte Carmelo, localizada no bairro Pedregal, com oficinas, rodas de conversa e ações culturais. Também foram feitas visitas a espaços de apoio à população LGBTQIA+ e às mulheres, como o Centro de Referência LGBTQIA+ e a delegacia da mulher. As ações foram registradas em fotos e vídeos.


Eles Não Te Querem Dessa Forma – Campinas (SP)
Com mentoria de Érika Cunha, o projeto consistiu na produção de um média-metragem audiovisual com até 30 minutos de duração, dividido em três blocos temáticos. A narrativa foi construída com diversas linguagens artísticas, incluindo música, dança, atuação, pintura, poesia e fotografia. O vídeo final foi entregue com 1 minuto e 59 segundos de duração, sintetizando a proposta do grupo.
Como parte do encerramento da edição, foi realizado um encontro final com a apresentação dos produtos e experiências de cada grupo. Confira o registro:
